Hebert entropia

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Função matemática de Barney Stinson - How I met your Mother

Função LOUCA X GOSTOSA

Na série How I met Your Mother, Barney faz uma teoria na qual uma mulher pode ser bem louca se ela for bem gostosa... existe um equilíbrio matemático aceitável entre estas duas grandezas!





Física Zeitgeist - Apresentação do canal

Compilado dos assuntos tratados no canal, pelo professor Hebert Alvares @hebert_entropia



sexta-feira, 12 de junho de 2020

Coringa, uma análise sociopolítica (Direita x Esquerda)

Coringa – Direita ou Esquerda?

Omelete | Coringa (Joker, 2019)

Agora vou analisar o filme em seus aspectos político-econômicos com um pouco mais de profundidade, não a profundidade necessária para entender a complexidade do tema, pois isto demanda uma vida de dedicação, mas a profundidade possível no momento, que já será suficiente para romper o tecido da superfície em que ficam a maioria das ideologias dos intelectuais de orelha de livro.

Se você pesquisar no google e começar a ler as críticas políticas do filme vai perceber que TODAS elas vão dizer a mesma coisa, o filme retrata uma sociedade capitalista doente com seu capitalismo selvagem e seu projeto neoliberal, pensando somente no lucro do capital e esquecendo da humanidade, deixando a maior parte do povo à margem da riqueza, criando assim uma revolta contra o próprio sistema, em que o Coringa foi o símbolo.

 Vou ir um pouco além disso e investigar os aspectos ideológicos do filme em detalhes.

Sindicatos

O filme começa com um jornal da rádio noticiando a greve do sindicato dos lixeiros, já trazendo de cara um aspecto que pode ser analisado a partir do antagonismo entre” direita” e “esquerda”. Logo em seguida à notícia sobre o sindicato dos lixeiros vem uma notícia sobre o sindicato dos proprietários de imóveis, já deixando implícito uma contradição entre as ideologias, enquanto os socialistas acreditam que os sindicatos trabalhistas são ferramentas importantes para a justiça social, a direita tem como uma de suas bases fundamentais a crença no direito natural de propriedade como um dos alicerces para a criação de uma sociedade justa. Pode parecer loucura perceber este detalhe, porém não é o único explorado pelo diretor Todd Phillips*.

Um dos pilares principais da esquerda é a “luta de classes”, por isso  os movimentos sindicais são defendidos, na causa humanitária, por lutarem contra as explorações capitalistas, exigindo melhores salários e melhores condições de trabalho afim de diminuir as injustiças sociais, num mundo onde os burgueses abocanham a maior parte do lucro deixando somente  migalhas para serem distribuídas entre os pobres, gerando a famosa pirâmide capitalista. O Estado deve, então, ser responsável por prover políticas públicas que detenham o crescimento da mais-valia em detrimento da distribuição igualitária de renda, transformando a sociedade em um ambiente sem diferenças discrepantes e injustas, dando oportunidades iguais para todos.

A direita, por sua vez, não acredita na luta de classes, mas sim que o laissez faire, ou seja, o livre mercado, traz prosperidade à nação que consegue aplicá-la em sua inteireza (Adam Smith – A riqueza das nações). As desigualdades existem e são naturais, mas todos prosperam no final. Para isto é preciso que o mercado esteja com suas engrenagens bem engraxadas, os sindicatos, em sua grande maioria, representam ferrugens que atrapalham este movimento em direção à riqueza das nações, pois o salário deve estar submetido às leis do mercado, tratando o empresário como um cliente que compra pelo o capital humano (força de trabalho) com um preço que se regulará seguindo à lei de oferta e demanda. Este preço vai ser um dos custos de produção, que refletira no preço final do produto vendido no comércio e é muito importante, pois representa, assim como o preço de todas as coisas, um ente que carrega informações sobre as necessidades dos consumidores.

Quando, então, este valor é pré-fixado com algum acordo, fora da dinâmica natural do mercado, acaba por gerar distorções nesta informação que implicarão numa série de problemas econômicos que trarão como consequência a pobreza; assim, os economistas liberais explicam que as crises do capitalismo, como as de 1929 e 2008 são decorrentes destas distorções. Do mesmo modo que interferir arbitrariamente nos salários resulta em aumento de preços, interferências (pelo governo, ou grupos poderosos) em qualquer variável macroeconômica: taxa de juros, câmbio, impressão de moedas, facilitação de créditos, resultarão num mercado que não expressa a vontade dos consumidores, e essa “mentira” acabará estourando em algum momento, sendo, este fenômeno, mais conhecido como estouro da bolha.

Isso pode ser visto na teoria austríaca dos ciclos econômicos, estes austríacos que são chamados de neoliberais e explicam que as depressões são causadas por políticas públicas intervencionistas, contrariando o senso comum, influenciado pelo pensamento de esquerda, que acredita num capitalismo intrinsicamente cíclico, ou seja, tem seu boom (expansão) e seu bust (recessão).

Laranja mecânica

Herdeiro de Aécio: A LARANJA MECÂNICA

Logo no início vemos uma cena que mostra como a cidade de Gothan está passando por um momento de crise, suja e violenta, mostrando jovens roubando e espancando o palhaço em um beco, remetendo ao clássico de Stanley Kubrick, Laranja Mecânica, onde, em uma sociedade devastada, jovens espancam um velho por puro prazer na crueldade (conceito de ultraviolência).

Também vemos como Arthur Fleck percebe que as coisas estão ruins e a assistente social explica isso como uma tensão de classes “eles não ligam para pessoas como você, e como eu”.

Com isso podemos pensar de novo nas diferenças de visões ideológicas, enquanto a esquerda culpa o capitalismo selvagem pela criação de desigualdades e consequentemente violência, a direita conservadora encara este episódio como a degradação dos valores morais, e das instituições (família, igreja, leis, ...).

Assistência social

Arthur conversa com a assistente social LEGENDADO - CORINGA - YouTube

Chegamos, então, em um ponto crucial de divergência, enquanto a esquerda defende que o Estado deve assumir o papel de proporcionar igualdade de oportunidade aos cidadãos, a direita defende que o Estado gera pobreza, desigualdade levando a sociedade a um estado de servidão (Hayek – O caminho da servidão).

Podemos notar na cena, em que Arthur está numa consulta com uma assistente social, ele percebendo que ela não está prestando atenção nos seus reais problemas, ela nunca ouviu o que ele realmente tinha a dizer e nunca pensou nos seus reais problemas, aflições e visões do mundo e de si mesmo, sua consulta era mecanizada, sempre com as mesmas perguntas, sempre o mesmo protocolo; a sala era a típica de um serviço público: conseguimos sentir o cheiro de almoxarifado, com aqueles arquivos velhos empilhados juntando poeira há anos.

Com isso podemos refletir sobre nossa discussão principal. A esquerda defende o estado de bem estar social, ou seja, os serviços básicos e fundamentais devem ser obrigação do Estado, pois estes não são mercadorias para serem tratados no mercado. Já os liberais econômicos acreditam, não em simplesmente ignorá-los (omo pensa a maioria sobre a direita) mas, que as leis de mercado tornarão todos os serviços, inclusive os fundamentais, mais eficientes. Mesmo que o governo possa dar alguma assistência a quem não conseguir acessá-lo sozinho, deve ser algo emergencial e como dotes dados aos mais pobres ao invés de deixar os serviços sendo administrados pelo governo ineficiente. Posso dar o exemplo do Milton Friedman (também neoliberal, mas da escola de Chicago), que propõe que as escolas sejam particulares, ou seja, o governo não terá mais o custo de arcar com a escola e não será mais responsável pela geração da qualidade de ensino (falta de qualidade), mas ele será responsável pela fiscalização, para que todas as escolas tenham pelo menos um currículo mínimo comum e, aos que não tiverem condições de pagar pelos estudos, o governo proporciona um voucher, dando uma quantia às famílias para que elas mesmas decidam em qual escola colocar os filhos. Com isso o mercado fará das escolas muito mais eficientes, e autônomas, além de atingir a todos, democratizando o ensino (Friedman, M. – Capitalismo e liberdade).

Capitalismo Selvagem

À primeira impressão deixada é a de que Coringa é um fenômeno decorrente das injustiças do capitalismo, a cidade está toda submersa neste ambiente da luta de classes, os jornais, as manifestações, a eleição de um barão de bucho cheio que frequenta os salões da aristocracia e a própria assistente social. No meio desta guerra, o Coringa surge como um símbolo da quebra do establishment. Porém, quando colocamos nossa roupa de mergulho e afundamos novamente na profundidade da realidade, damos de cara com um homem que foi vítima, não do capitalismo selvagem, mas da falta de amor familiar.

Podemos ver isto ao analisar as condições econômicas do Arthur: ele era um homem com uma doença terrível, causada por traumas cranianos que os namorados de sua mãe lhe causaram, ainda assim, ele morava em uma residência relativamente boa (melhor do que a minha) e tinha um emprego que não representava a total alienação descrita por Marx, onde o trabalhador realiza uma tarefa que não faz sentido algum, é apenas um meio de conseguir sua subsistência e sua função não lhe proporciona satisfação alguma (Marx K. – O capital). No caso de Arthur, vemos um artista, que trabalhava ajudando criancinhas doentes no hospital, brincando e dançando! Ou seja, era um emprego com condições de lhe proporcionar muita satisfação pessoal e nenhuma alienação; o próprio diz adorar o emprego (na cena em que está sendo demitido por levar um revolver à apresentação).

Depois de ser demitido, ele ainda teve chance de ser um Comediante de Stand-up, mostrando a mobilidade que uma economia capitalista proporciona. Mesmo tendo falhado em decorrência de sua risada crônica, ele teve a oportunidade de se apresentar na televisão, no talk show de maior sucesso no país. Claro que  só conseguiu esta chance pois o apresentador Franklin Murray (Robert de Niro) estava caçoando de seu vexame público, porém isto não anula o fato de que um mercado pujante oferece oportunidades incontáveis para todo tipo de talento, além dos teóricos capitalistas precerem que o ser humano é egoísta por natureza e a economia é baseada nisto. O estado, tem, então, papel protagonista emmanter a ordem e a segurança com suas instituições, seus poderes independes e sua constituição.

 "O que vai gerar a riqueza das nações é o fato de cada indivíduo procurar o seu desenvolvimento e crescimento econômico pessoal"

- Adam Smith

 Ao contrário, os comunistas, professam uma sociedade utópica, o fim do Estado e da exploração, como se isso fosse elevar naturalmente o homem a um estado de harmonia com seus semelhantes.

“Os comunistas se recusam a dissimular suas opiniões e seus projetos. Proclamam abertamente que seus objetivos não podem ser alcançados senão pela derrubada violenta de toda a ordem social passada. Que as classes dominantes tremam diante de uma revolução comunista! Os proletários nada têm a perder se não suas cadeias. Tem um mundo a ganhar.

Proletários de todos os países, uni-vos!”

- (Marx/Engels – o manifesto do partido comunista)

Família

Chegando então ao final de minha análise, não poderia deixar de falar do tema central do filme, a instituição família!

            Por fim, quando o apresentador Murray pergunta ao palhaço se ele estava pintado porque pertencia a algum movimento social, Coringa respondeu que não era político e  não estava interessado nestas coisas. E realmente, ao longo do filme é claro que Arthur tem um drama pessoal que foi transformado involuntariamente em um símbolo da revolução que estava por vir. É óbvio que ele se inflamou e sentiu prazer em alguns momentos, sentindo-se percebido pela sociedade, com o conforto do sentimento de pertencimento ao ver pessoas o imitando, e até o idolatrando, porém aquela luta não era a dele, em vários momentos do filme quando é mostrado seus sentimentos e ambições, se nós, espectadores, prestarmos a atenção, que deveria ser o objeto principal de trabalho da assistente social, que estava pensando mais em seu emprego público e em como não ligavam para pessoas como ela, vamos perceber que o que ele mais queria era o ceio familiar.

Temos a cena onde ele sonha estar na plateia do seu programa televisivo favorito, onde é percebido pelo apresentador e chamado ao palco. Neste momento, Murray ignora toda a plateia e diz com estima que trocaria todo aquele show para ter um filho como Fleck. Com isso podemos notar que seu problema mais profundo era a falta de uma família e não um problema econômico ou profissional ou seja lá o que as injustiças sociais trazem aos homens.

Também temos a cena onde ele, enganado por sua mãe, acreditando ser filho de Thomas Wayne [(ou seja, irmão do Bruce Wayne (Batman)] e ao encontrá-lo no cinema, se despe de sua roupa roubada de garçom (numa simbologia perfeita de sua saída do mundo de classes em guerra e entrada num mundo de ternura familiar) e tenta conseguir o afeto do pseudo pai, mostrando que a única coisa que ele desejava naquele momento era ter um pai que o abraçasse.

É importante notar outra delicadeza do diretor ao colocar, nesta cena do cinema, o filme tempos modernos de Charlie Chaplin, uma obra incrível de crítica ao capitalismo industrial.

Fim

O ver este filme através da superfície somos levados a crer que  Thomas Wayne, um burguês explorador que se tornaria prefeito de Gothan city, engravidou uma empregada e a jogou na rua para criar o filho sozinha, Arthut Fleck, vítima desta atrocidade, cresceu marginalizado, pobre e doente tendo por fim, e por consequência óbvia, se tornando o pivô de uma revolução contra os ricos onde, em meio ao caos, a justiça foi feita: Um assassinato daquele que gerou miséria e violência.

Porém, ao ir um pouco ao fundo, vemos que Thomas Wayne não era o pai de Arthur, e que não foram as injustiças do capitalismo que criaram o Joker, mas a falta de compaixão.


Função para além da matemática - Efeito borboleta

    Quando procuramos a definição matemática de função é isto o que encontramos definições que costumam deixar os estudantes entediados: Função é uma relação entre dois conjuntos, estabelecida por uma lei de formação onde cada elemento do conjunto X é levado a um único elemento do conjunto Y

O que é função? - Brasil Escola

    Esta é uma definição formal e chata, pois é abstrata: o conjunto domínio dos elementos X não têm significado algum para um estudante comum de 15 anos de idade, então associar a isto um outro conjunto imagem Y do qual o aluno está ainda menos interessado e fazendo esta junção através de uma Lei que não representa nada não trará muito resultado a menos que você esteja no Japão!

Eu prefiro pensar em função como a relação entre coisas reais!

  “Minha alucinação é suportar o dia a dia

         Meu delírio é experiência com coisas reais

         Um preto, um pobre, um estudante, uma mulher sozinha

         Blue jeans em motocicletas, pessoas cinzas normais

         Os humilhados do parque com os seus jornais, 

         me interessam mais!"

BELCHIOR

                               Nenhum processo físico é isolado: um evento, toda ocorrência, possui um vínculo íntimo com sua vizinhança. Isolar as causas maiores e separá-las de outras causas possíveis tem sido uma arte tratada com muito cuidado. Quando pensamos em qualquer acontecimento, pensamos nas causas que o influenciam diretamente. Se quero comprar um videogame, penso em como vou conseguir dinheiro, isto está relacionado ao trabalho, às horas trabalhadas e quanto eu ganho por hora. Ou seja, eu ter um produto é função do tempo e do salário.

                Qualquer parte da vida que analisarmos vai ser função de algumas variáveis, se eu pensar em emagrecer, tenho que calcular a quantidade de calorias que tem cada alimento que como e na quantidade de energia que gasto nos meus exercícios diários, ou seja, uma dieta será função proporcional das calorias ingeridas e inversamente proporcional da energia que gasto. Claro que existem outras variáveis, como a genética, o metabolismo e infinitas outras, porém, quando analisamos um problema tentamos achar as variáveis mais importantes.

                Seguindo o raciocínio, tudo no mundo está interligado, não há nenhum componente isolado da influência de diversos outros componentes. Esta conexão foi muito explorada no filme Efeito Borboleta de 2004, onde ao tentar mudar um evento, o personagem representado pelo ator Ashton Kutcher, desencadeava uma série de eventos que fugia de seu controle, mostrando um pouco a Teoria do Caos, que diz que o simples bater de asas de uma borboleta pode influenciar o curso natural de infinitos eventos, podendo ocasionar até um furacão do outro lado do mundo.

Efeito Borboleta (filme) – Wikipédia, a enciclopédia livre

                Como tudo está conectado, seria impossível tomar alguma decisão, escolher entre um caminho e outro, uma roupa e outra, uma profissão e outra, um curso e outro, entre casar ou comprar uma bicicleta..., qualquer simples escolha se tornaria uma gigantesca psicose tendo em vista as infinitas variáveis relacionadas num simples ato banal, e se pensássemos nas decorrências desencadeadas por isso, ficaríamos ainda mais histéricos! Você já pensou que ao dar sinal para que um ônibus passe? Este simples gesto mudou a vida de 40 pessoas que não pararam por alguns segundos no seu ponto, e cada 40 futuros mudados vão mudar os futuros de todas as pessoas com que elas vão entrar em contato, ainda de todos os carros que estão no trânsito ao redor deste ônibus e cada influência de cada um desses carros em seus contatos futuros com todas as outras pessoas. Tudo isto é apenas uma simplificação, Se eu fosse mais minucioso no detalhamento de influências gerados ficaria eternamente escrevendo este texto.

                Sendo assim, nos contentamos em ter um leve “controle” sobre nossas ações nos baseando nas consequências mais previsíveis, nas variáveis com influência mais perceptível. Podemos chamar isto de simplificação.

                Assim como nos exercícios de física, acabamos tomando algumas considerações a priori, como desconsiderar a resistência do ar na queda de um corpo, ou o atrito entre um bloco puxado e o chão; na vida também temos que desconsiderar a infinidade de variáveis existentes em cada situação. Quando vamos ao dentista, nos concentramos no problema causado em um único dente por uma cárie, não pensamos que para sentir dor precisamos estrar vivos e para isto é necessário que o coração e todos os órgão responsáveis pela nossa saúde estejam funcionando minimamente bem e que nosso corpo precisa mandar um pulso elétrico para que o cérebro identifique um mal funcionamento no dente. Ainda com toda essa simplificação, o dentista tem sucesso em sua especialidade. Podemos conceituar então a especialidade de cada profissional ou pesquisador como a simplificação de um cenário global em um intervalo local!

                Não só os profissionais e especialistas fazem isto; temos que agir assim o tempo todo! Temos que nos concentrar no presente e no alcance imediato de nossas ações para que não nos sintamos tão impotentes por sermos causa de infinitos efeitos anteriores e causarmos efeitos em infinito eventos ulteriores. Risco a dizer que o mal do século, a ansiedade, está intimamente ligada a tudo isto que acabo de abordar.

                Voltando então para o tema central, as funções matemáticas:

As funções tem um papel fundamental nesta simplificação, ela nos permite identificar quais são as causas imediatas relacionadas a uma grandeza, ou seja, relaciona um elemento X, que pode ser o número de mortes causados por Covid-19, ao elemento Y, que pode ser o número de infectados. E isto vai respeitar uma lei de relação, que pode ser a quantidade de respiradores disponíveis nos hospitais.

                Este foi só um exemplo utilizando um problema que o mundo está enfrentando no momento, porém, podemos analisar qualquer coisa no mundo sob a forma de uma função, pois tudo mundo está conectado e cabe a nós escolhermos as variáveis mais importantes!

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Um disco para o fim

Eu que nao amo voce


Eu, que não fumo, queria um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês

Senti saudade, vontade de voltar
Fazer a coisa certa, aqui é o meu lugar
Mas sabe como é difícil encontrar
A palavra certa, a hora certa de voltar
A porta aberta, a hora certa de chegar

E eu, que não bebo, pedi um conhaque
Pra enfrentar o inverno
Que entra pela porta 
Que você deixou aberta ao sair

O certo é que eu dancei sem querer dançar
E agora já nem sei qual é o meu lugar
Dia e noite, sem parar, eu procurei, sem encontrar
A palavra certa, a hora certa de voltar
A porta aberta, a hora certa de chegar

Negro Amor


Vá, se mande, junte tudo que você puder levar
Ande, tudo que parece seu é bom que agarre já
Seu filho feio e louco ficou só
Chorando feito fogo à luz do sol
Os alquimistas já estão no corredor
E não tem mais nada, negro amor

A estrada é pra você e o jogo é a indecência
Junte tudo que você conseguiu por coincidência
E o pintor de rua que anda só
Desenha maluquice em seu lençol
Sob seus pés o céu também rachou
E não tem mais nada, negro amor
E não tem mais nada, negro amor

Seus marinheiros mareados abandonam o mar
Seus guerreiros desarmados não vão mais lutar
Seu namorado já vai dando o fora
Levando os cobertores? E agora?
Até o tapete sem você voou
E não tem mais nada, negro amor
E não tem mais nada, negro amor

As pedras do caminho deixe para trás
Esqueça os mortos eles não levantam mais
O vagabundo esmola pela rua
Vestindo a mesma roupa que foi sua
Risque outro fósforo, outra vida, outra luz, outra cor
E não tem mais nada, negro amor

Concreto e Asfalto


Se eu fosse embora agora
Será que você entenderia
Que há um tempo certo
Para tudo
Cedo ou tarde chega o dia

Se eu fosse sem dizer palavra
Será que você escutaria
O silêncio me dizendo que a culpa não foi sua

É que eu nasci com o pé na estrada
Com a cabeça lá na lua

Tenho feito meu caminho
Volta e meia fico só
Reconheço meus defeitos
E o efeito dominó

Mas se eu ficasse ao seu lado
De nada adiantaria
Se eu fosse um cara diferente
Sabe lá como eu seria

Não vou ficar, não vou ficar
Fiz bandeira desses trapos devorei concreto e asfalto

Até mais


Não foi assim que eu sonhei a nossa vida
A despedida seria até logo mais
Mas a vida não permite ensaios
Não há raios antes do trovão
Não olhe para mim como se eu fosse invisível
Como se fosse possível enxergar nessa escuridão
Não olhe pra trás (odeio despedidas)
Diga até mais!
Mesmo se for adeus

Eu, você e mais ninguém
Só nós dois, nada mais a nosso favor
Eu, você e mais ninguém
Um mundo estranho que queimava sonhos

Ao nosso redor (Eu e você)
Não foi assim que eu sonhei a nossa vida
A despedida seria até logo mais
Mas numa guerra ninguém mede conseqüências
A gente erra, depois pede perdão

Nada Fácil


Neurotransmissores, mísseis na pressão
A vida em cada curva dispara o coração
Nada fácil cara, euforia e depressão
Muitas pedras no caminho,
Uma flor em cada mão

¡Tchau Radar!
Eu vou saltar!
Não é nada fácil cara,
Euforia e depressão
Muitas flores no caminho
E uma pedra em cada mão

Reza a lenda que a gente nasceu pra ser feliz
Que o crime não compensa
E tudo conspira a favor
Reza a lenda que a noite é uma criança
Envolta da fogueira a tribo dança

Pra celebrar... e descerebrar

Neurotransmissores, mísseis na pressão
A vida em cada curva, no limiar da dor
Entre a vertigem de um cavalo alado
E o óleo diesel de um cavalo-vapor

Reza a lenda que a gente nasceu pra ser feliz
Que o crime não compensa e tudo conspira a favor
Reza a lenda que a noite é uma criança
Em volta da fogueira a tribo dança

Pra celebrar... e descerebrar
Pra celebrar... e descerebrar

O olho do furacão


Tudo muda ao teu redor, o que era certo, sólido
Dissolve, desaba, dilui, desmancha no ar
No moinho, giram as pás, e o tempo vira pó
De grão em grão, por entre os dedos, tudo parece escapar

Estamos no centro, por dentro de tudo, no olho do furacão
Estamos no centro de tudo que gira, na mira do canhão
Se for parar pra pensar, não vai sair do lugar

!Não tem parada errada, não! No olho do furacão

Tudo gira ao teu redor o que era certo, sólido
Evapora, vai-se embora, o que era líquido e certo

Estamos no centro, por dentro de tudo, no olho do furacão
Estamos no centro de tudo que gira, na mira do canhão
Se for parar pra pensar, não vai sair do lugar
!Não tem parada errada, não! No olho do furacão
No olho do furacão..

Seguir viagem


Seguir viagem, tirar os pés do chão
Viver à margem, correr na contramão
A tua imagem e perfeição
Segue comigo e me dá direção

Se dizem que é impossível
Eu digo: é necessário!
Se dizem que estou louco
(fazendo tudo ao contrário)
Eu digo que é preciso
Eu preciso, é necessário

Seguir viagem, tirar os pés da terra firme
E seguir viagem

Seguir viagem, tirar os pés do chão
Outros ares, sete mares, voar, mergulhar
O que nos dá coragem
Não é o mar nem o abismo
É a margem, o limite e sua negação

Se dizem que é impossível
Eu digo: é necessário!
Se dizem que é loucura
(eu provo o contrário)
E digo que é preciso
Eu preciso, é necessário

Seguir viagem, tirar os pés da terra firme
E seguir viagem

10.000 destinos


Há mais de mil destinos em cada esquina
Outras vidas esperando em cada esquina

Há quase mil motivos pra gente ignorar
O que ouve o que vê em cada esquina

Uma vitrine muito bandeira
Um I'mã na geladeira
Alça de mira
Lente de aumento
Vampiro em frente ao espelho

Porque será? Me diz? Porque será?
Que a gente cruza o rio atrás de água

E diz que não está nem aí
Finge que não está nem aí (nem aí)

Gritos na torcida
Sinos na catedral
Uma palavra omitida no hino nacional

Tambores, motores
Pulso e coração
Um minuto de silêncio antes da explosão

Na real


Encontrei depois de tanto tempo
Viajei... passei o passado a limpo
Dei um rewind revi tudo em fast-forward
Encontrei depois de tanto procurar
Será que você existe?

12h há mais de uma semana
Piscam as luzes no videocassete
12 meses...lá se vai um ano
E o outono parece não passar
?será que você existe?

Encontrei depois de tanto tempo
Em vidas passadas
Em noites passadas em branco
Olho para o lado e nada vejo
Já não sei o que é verdade e o que é desejo
Será que você existe?
Será fruto da imaginação?

Miragens, fantasmas, ovni's
E o que mais for preciso para ser feliz
Meu coração visionário tá legal
E dispensa comentários
Ele nem pensa na real

Será?
Miragens, fantasmas, viagens no tempo
Será que você existe?
Será?
Delírio, desejo, vozes e visões
Fruto da imaginação?

3x4


Diga a verdade
Ao menos uma vez na vida
Você se apaixonou
Pelos meus erros

Não fique pela metade
Vá em frente, minha amiga
Destrua a razão
Desse beco sem saída

Diga a verdade
Ponha o dedo na ferida
Você se apaixonou
Pelos meus erros

E eu perdi as chaves
Mas que cabeça a minha
Agora vai ter que ser
Para toda a vida

Somos o que há de melhor
Somos o que dá pra fazer
O que não dá pra evitar
E não se pode escolher

Se eu tivesse a força
Que você pensa que eu tenho
Eu gravaria no metal da minha pele
O teu desenho

Feitos um pro outro
Feitos pra durar
Uma luz que não produz
Sombra


Melhor assim


foi cruel, mas foi melhor assim
sei que dói quando chega o fim
dores que ninguém nunca sentiu
é o sentimento mais comum
já vi o fim do mundo algumas vezes
e na manhã seguinte tava tudo bem
melhor pra você se ela foi embora
melhor assim

digo de coração: muito melhor assim
mas talvez fosse melhor ficar calado
já vi o fim do mundo algumas vezes
é o sentimento mais comum
melhor pra você se ela foi embora
melhor assim

foi o fim de uma viagem... o guia estava errado
mas há estrelas atrás das nuvens
no céu da pátria nesse instante
há um porto escondido no coração do viajante
melhor pra você se ela foi embora
muito melhor assim


Engenheiros do Hawaii - Tchau Radar - 1999

quinta-feira, 11 de junho de 2015

As melhores frases de George Costanza, de 'Seinfeld', meu maior ídolo!

Meu nome é George... Eu estou desempregado e moro com meus pais.

- Eu não posso morrer com dignidade, eu não tenho nenhuma dignidade. Eu quero ser a única pessoa que não morreu com dignidade. Eu vivi a minha vida inteira com vergonha. Por que eu deveria morrer com dignidade?

- Se você pegar tudo o que tenho feito em minha vida e condensar em um dia, vai parecer um dia decente!

- Eu tenho 33 anos de idade e não consegui superar os problemas da puberdade e já estou começando a ter os problemas da velhice. Passei completamente longe de ter uma vida adulta saudável.

- Você sabe o que nunca entendi? Por que mudar o ruído da sirene? Quando eu era criança, sempre foi "WAAAAAH WAAAAAH" e agora é "WOO WOO WOO WOO WOO". Por que eles fazem isso? Quero dizer, eles fizeram alguma pesquisa? Será que eles descobriram que "woo woo" é uma sirene mais eficaz do que "waaah waaah"?





- Ficou muito claro pra mim, sentado lá fora, hoje, que cada decisão que eu tomei em toda a minha vida foi errada. Minha vida é o completo oposto de tudo o que eu queria que ela fosse. Cada instinto que eu tenho, em cada aspecto da vida, seja algo para vestir, comer - está tudo errado.


- Jerry, lembre-se: Não é uma mentira se você acreditar!

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Democracia de brink's


Princípios da democracia:
1. A democracia depende de uma sociedade civil EDUCADA e BEM INFORMADA cujo acesso à informação lhe permite participar tão plenamente quanto possível na vida pública da sua sociedade e criticar funcionários do governo ou políticas insensatas e tirânicas. Os cidadãos e os seus representantes eleitos reconhecem que a democracia depende de acesso mais amplo possível a ideias, dados e opiniões não sujeitos a censura.
http://www.embaixada-americana.org.br/democracia/speech.htm

"quem mente antes diz a verdade
satisfação garantida
obsolescência programada
eles ganham a corrida antes mesmo da largada

Eles querem te vender, eles querem te comprar

querem te matar, de rir ... Querem te fazer chorar
quem são eles?
quem eles pensam que são?"
ENGHAW

"O monstro SIST é retado
E tá doido pra transar comigo
E sempre que você dorme de touca
Ele fatura em cima do inimigo
A arapuca está armada
E não adianta de fora protestar
Quando se quer entrar
Num buraco de rato
De rato você tem que transar
Hoje a gente já nem sabe
De que lado estão certos cabeludos
Tipo estereotipado
Se é da direita ou dá traseira
Não se sabe mais lá de que lado

Tem gente que passa a vida inteira
Travando a inútil luta com os galhos
Sem saber que é lá no tronco
Que está o coringa do baralho

Quando eu compus fiz Ouro de Tolo
Uns imbecis me chamaram de profeta do apocalipse
Mas eles só vão entender o que eu falei
No esperado dia do eclipse
Raul Seixas e Raulzito
Sempre foram o mesmo homem
Mas pra aprender o jogo dos ratos
Transou com Deus e com o lobisomem"
RAUZITO