Hebert entropia

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Alma gêmea ou apenas química?

 O termo hormônio provem do grego e significa excitar. 

Estes são os culpados por você querer fazer “amorzinho”.
                     TESTOSTERONA




Este é o culpado pelo seu coração bater rápido e você sentir borboletas no estômago.
Norepinephrine structure with descriptor.svg
NORADRENALINA



Esse é o culpado por você sentir prazer ao pensar na pessoa “amada”, eles também te dão prazer quando come chocolate ou usa alguma droga.

    
                                    DOPAMINA                                 ENDORFINA



Esse é o culpado por você ficar obcecado pela pessoa “amada”.
Essas substâncias produzidas em nosso corpo são muito parecidas com drogas do tipo anfetaminas.

SEROTONINA


E todos eles são culpados por você se tornar um idiota!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Quinta dimensão

Quatro são as dimensões do universo: X, Y, Z (dimensões de espaço) e  T(dimensão de tempo), qualquer movimento pode ser decomposto em três componentes: cima/baixo, direita/esquerda e frente/trás.  a quarta dimensão é o tempo, que é  visto como uma das dimensões do espaço quadridimensional chamado de espaço-tempo. qualquer movimento é percebido, somente, com o fluxo temporal. 

Kalusa verificou que a curvatura correspondente à dimensão extra (a quinta) origina a força eletromagnética, assim como, as quatro dimensões comuns dão origem à gravidade.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A boba

Anita Malfatti
"Eu tinha 13 anos, e sofria porque não sabia que rumo tomar na vida. Nada ainda me revelara o fundo da minha sensibilidade[...]Resolvi, então, me submeter a uma estranha experiência: sofrer a sensação absorvente da morte. Achava que uma forte emoção, que me aproximasse violentamente do perigo, me daria a decifração definitiva da minha personalidade. E veja o que fiz. Nossa casa ficava próxima da estação da Barra Funda. Um dia saí de casa, amarrei fortemente as minhas tranças de menina, deitei-me debaixo dos dormentes e esperei o trem passar por cima de mim. Foi uma coisa horrível, indescritível. O barulho ensurdecedor, a deslocação de ar, a temperatura asfixiante deram-me uma impressão de delírio e de loucura. E eu via cores, cores e cores riscando o espaço, cores que eu desejaria fixar para sempre na retina assombrada. Foi a revelação: voltei decidida a me dedicar à pintura."

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Namoro é igual sapato!



    Namoro é igual tênis, quando você se apega já está todo estragado!
    Com o tempo, o tênis laceia, fica molinho, confortável, toma a forma do seu pé, você sabe aonde deve usa-lo, você sabe com que roupa combina-lo... O calçado fica perfeito! Você criou uma identidade com ele, ele faz parte de quem você é, ele carrega várias experiências da sua vida.  Porém, já está velho e desgastado, até que, logo, fura. Então, começa a entrar água, é uma sensação horrível, suas meias ficam úmidas, a palmilha se torna uma casca fina que só serve pra aumentar o fedor! E vai ficando cada vez  mais feio, as sujeiras nem saem mais, o cadarço já perdeu a ponta e você não consegue colocar no buraco sem se irritar muito, a sola está torta, você deixa evidente o quão ridiculamente você pisa torto, até que ele se desmancha sozinho, quase que virando pó.

    Quando isso acontece, o mais difícil é você achar um substituto, tá tudo muito caro, a moda já mudou e você não se adequou muito a ela, você escolhe com dúvidas, não tem certeza se é aquilo que realmente quer que te acompanhe em suas andanças. A mulher que vende, nunca traz a cor que você pediu, traz uma montanha de caixas que te deixam mais confusos ainda, você experimenta, anda, olha no espelho, mas não é o bastante pra escolher, deveria existir um teste drive, você andar com ele um mês antes de comprar, só assim saberia se ele serve pra substituir o seu velho amigo. Mas você acaba comprando, por pena daquela magrela levando uma torre de caixas, porque você precisa andar sem estar descalço e ele não é tão caro que te da vontade de lutar contra o capitalismo, nem tão barato que lhe causará lesões em seu menisco.
    O namoro é bem parecido, você, com o tempo, vai conhecendo a pessoa, suas qualidades, seus defeitos, nem estes últimos te incomodam tanto, está tudo tão gostoso, você está apaixonado/a até os defeitos não te incomodam tanto, afinal a maior parte do tempo você está pensando em como fazer ele/ela chegar num orgasmo que nunca sentiu antes com ninguém, pra você se auto afirmar, se sentir único/a. Você não quer perder aquela pessoa de maneira alguma, ela te faz sentir uma coisa tão boa, é melhor do que qualquer droga, você se motiva, quer se tornar uma pessoa melhor, quer ser admirado/a, as músicas piegas começam a fazer todo o sentido do mundo, seu trabalho não é tão ruim assim, afinal depois de aturar o merda do seu patrão você vai encontrar a pessoa que faz aquelas borboletas voarem no seu estômago, tudo é tão perfeito, tão bonitinho, cada palavra nova que você percebe que ele/ela fala, cada gesto, cada vergonha, cada medo, cada olhar, cada imaginação, cada sonho, cada defesa de ideais baratos que se trocarão no tempo como se trocam meias, tudo é tão lindo! 
    Mas essa paixão tão bela, nunca vem desacompanhada, ela sempre traz uns amiguinhos! A insegurança, o medo, o ciúme, a irracionalidade, a burrice, a idiotice (sim, você se torna um/uma idiota) e as inevitáveis DRs terminadas em tentativas de homicídio passional.
    É normal que duas pessoas tenham opiniões divergentes, briguem, discutam, isso é muito saudável, ambos deveriam crescer com isso, agregar novos valores, aprender a olhar o mundo com de um ângulo diferente, o sexo de pazes é um dos melhores tipos, se não o melhor! Seria lindo se fosse dessa maneira, mas essas "brigas" que deveriam ser saudáveis, são, ao invés disso, abastecidas pela paixão. Sim, a paixão que é tão bela, mas que traz com ela vários sentimentos horrendos e a irracionalidade - é difícil ser lógico com todas aquelas borboletas querendo voar da sua boca e todos aqueles anjos e demônios falando no seu ouvido, ao mesmo tempo!

    O céu e o inferno estão diante dos seus olhos, você vai, em milésimos de segundo, de um extremo a outro, tudo fica cada vez mais confuso, você é uma criança, não de 9 anos, mas de 3, aquelas estudadas por Piaget, não sabe mais se o que está sentindo é bom ou ruim, é bom e é ruim ao mesmo tempo, mas isso é impossível, você está vivendo o maior paradoxo da sua vida e isto é muito claro, você quase pode toca-lo, você nem acreditava que aquilo existia, era só uma coisa inventada pela Disney, e por todas as outras pessoas que você assistia nessa situação e achava ridículo, com pouco sentido e nenhum cérebro. Agora você estava dentro daquilo, mergulhado/a até a moleira, e o pior! Você não quer um salva-vidas, você quer ir até o final, descer mais fundo, se afogar! 
    Você se afoga, sem arrependimento algum, você vira o Leonardo Dicaprio e se orgulha disso, é a única escolha que você fez na sua vida, aquilo que sente é a único sentimento que te faz sentir vivo e dono de si, dono até pra se entregar, que prazer mais egoísta, o de cuidar de um outro ser, mesmo se dando mais do que se tem pra receber, você fica bêbado e ouve aquelas músicas que o Cazuza teve que morrer pra conseguir escrever, tipo:



Dizem que tô louco
Por te querer assim
Por pedir tão pouco
E me dar por feliz
Em perder noites de sono
Só pra te ver dormir
E me fingir de burro
Pra você sobressair



Dizem que tô louco
Que você manda em mim
Mas não me convencem, não
Que seja tão ruim
Que prazer mais egoísta
O de cuidar de um outro ser
Mesmo se dando mais
Do que se tem pra receber
E é por isso que eu te chamo
Minha flor, Meu bebê



Dizem que tô louco
E falam pro meu bem
Os meus amigos todos
Será que eles não entendem
Que quem ama nesta vida
Às vezes ama sem querer
Que a dor no fundo esconde
Uma pontinha de prazer
E é por isso que eu te chamo
Minha flor, meu bebê



    Com tudo isso, você, estando no fundo do ralo, ou não, já passaram um bom tempo e essa paixão doentia, começa a diminuir. Agora você tem outro sentimento, paralelamente e naturalmente, foi crescendo uma coisa nada sofrível e totalmente nobre, o amor! Aquele sentimento que só vem acompanhado de amiguinhos bons, afeto, cuidado, estima, carinho, compaixão, preocupação, altruísmo, filantropia, positivismo, fraternidade... É nessa hora que vocês deveriam estar apaixonados, agora sim! Agora você já passou por cima de tudo, sua família já desistiu de que você é digno/a de alguém “melhor”, agora aquela amiga da escola dele já está gorda e com 5 filhos, agora você já sabe o presente perfeito, o lanche do mc donalds,  como acordar, como dormir, como pedir, como negar, quando falar sério, quando brincar, como insultar, como elogiar, como fazer ciúmes, como tirar o ciúmes, a dose de álcool indicada pra cada situação, agora vocês já conhecem o corpo um do outro como a palma da mão, interpretam cada sinal, cada olhar, cada insatisfação, cada suspiro, cada mentira, cada explosão, cada palavra, tudo!

    Agora é o momento perfeito, aquelas borboletas devem voar no ritmo da música que vocês dois sabem, cada nota, de cor. Aquele panamá de borboletas possui agora condições de voar na sincronia perfeita, fazendo um movimento aspiral ascendente, revezando umas com as outras, subindo na escala musical com o compasso perfeito que termina na nota mais aguda, no mesmo instante em que as borboletas vindo do outro ser chegam, com a mesma exatidão, no mesmo ponto do espaço.
    Seria, então, o momento sublime, o êxtase, o auge, o apogeu, aonde o fogo da paixão encontra a água do amor na quantidade perfeita para deixa-lo em brasas, sem apagar, mas também, sem condições de causar queimaduras graves. É neste momento que acontece o julgamento final, aquele que definirá se o fogo da paixão deixou somente o pó que sumirá totalmente com a água do amor, deixando o futuro como o tênis que deve ser jogado no lixo ou ainda existe lenha para ser queimada e transformada em adubo para os frutos que daí virão.


ps. Fui bonzinho no final pelo momento, mas geralmente acaba em desgraça!

ps.2  Porque mulher gosta tanto de sapatos?

terça-feira, 15 de outubro de 2013


"Esse estranho que mora no espelho (e é tão mais velho do que eu) olha-se de um jeito de quem procura adivinhar quem sou."
Mario Quintana

Eu hoje joguei tanta coisa fora


Eu hoje joguei tanta coisa fora
E vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias, gente que foi embora.
A casa fica bem melhor assim

O céu de Ícaro tem mais poesia que o de Galileu
E lendo teus bilhetes, eu penso no que eu fiz
Querendo ver o mais distante sem saber voar
Desprezando as asas que você me deu

Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu.


sábado, 12 de outubro de 2013

Paixão = t.v²

    A paixão não e um "nível de energia" que você alcança, o caminho até lá não é bem definido, de repente, uma injeção no sangue, você possui muita motivação, quer se tornar uma pessoa melhor, quer ser merecedor de admiração, quer ser devorado, quer abraçar o mundo inteiro, nenhum problema é tão sério, nenhuma tragédia é tão importante, tudo passa a fazer sentido e o universo fica estranhamente lindo e pequeno.
    Você não sabe bem o motivo, não sabe como chegou lá, simplesmente caiu, caiu naquele poço e continua caindo, está sempre caindo e parece que o poço é sempre mais profundo, vc tem energia potencial, de algo te puxando, que se transforma em energia cinética, a cada segundo sua velocidade aumenta, e não de uma forma amena como numa progressão aritmética, 10, 20, 30,... Não é a gravidade que te puxa, é uma outra força qualquer naquele poço de potencial, deve ser algo divino, ou melhor, demoníaco,  aumenta ao quadrado, 10, 100, 10.000,10.000²,... em poucos instantes o caminho de volta não existe mais,você nem faz ideia de como chegou ali, é tudo tão rápido que o tempo já não faz sentido algum, você nem sabe aonde está, é como o princípio da incerteza, se você sabe a velocidade é impossível saber a posição, você sabe que existe o "antes" porque a sua velocidade agora está maior ao quadrado, e sabe que existe "depois", porque é certo que não parará de aumentar, mas não importa,o tempo já não tem relevância, esse poço não tem fim, você nunca chegará no chão, nunca! O chão nem existe, então a velocidade que tem agora poderia continuar sempre a mesma, mas não! ela não para de aumentar, e sempre aumentando com o maldito quadrado, sempre uma mudança radical, mas você nem sente mais, porque a mudança é constante, sempre o mesmo quadrado, se tornou um ví­cio,  é mais forte do que qualquer droga, você está extasiado você sente prazer a cada aumento, porque é na constante mudança que você experimenta a eternidade.