"Na verdade o nada é uma palavra esperando tradução"
O universo é a união de todas as versões, é, até onde conhecemos, tudo que existe e inexiste. Existem mais coisas inexistentes do que coisas existentes! Espera aí, Existem mais coisas inexistentes? (nó no cérebro)As coisas que existem, são aquelas que ocupam algum espaço, elas são chamadas de matéria. e estas ocupam uma pequena parte do universo.A parte que não são ocupadas por nada, são chamadas de espaço vazio, ou, vácuo. Entre uma galáxia e outra existe o vazio. Saindo do vazio e indo pra matéria, ou seja, entrando na galáxia, temos um aglomerado de matéria, das quais, as mais importantes são as estrelas. O nosso sol, por exemplo. Entre uma estrela e outra, a maior parte do espaço é vazio, não existe ar, existem apenas alguns pedaços de coisas, que chamamos, planetas. Entrando no vazio entre o sol e a estrela vizinha, e indo em direção ao planeta mais importante que conhecemos (apesar de conhecermos bem pouco) encontramos a Terra, um aglomerado de matéria em todos os estados, sólido, líquido e gasoso. Parece que saímos do vazio, estamos agora onde tudo existe, no planeta em que nascemos não há partes inexistentes, apesar de já sabermos que o universo é cheio de vazios (cheio de vazios!!!) aqui é diferente, aqui os espaços são todos preenchidos, primeiro com o núcleo tá terra, depois com o manto, depois com rochas, areia, planta, água, objetos, seres vivos e por último o ar preenchendo todo o espaço vazio.O que diferencia as coisas existentes, é a estrutura com que ela é formada.Chegando mais perto da matéria, temos as células, que são formadas por moléculas, que são formadas por átomos, que são formados por partículas. Essas partículas são, então, as "coisas" existentes...Essas partículas se agrupam com partículas bem pequenas chamadas elétrons, girando em volta de partículas um pouco maiores, chamadas prótons.Essa estrutura é bem parecida com a estrutura da Terra girando em torno do Sol. Ou seja, entre o eléctron e o próton existe novamente o vazio.Então, onde pensávamos que existia a matéria, na verdade existem vazios e mais vazios e mais vazios...
Hebert entropia
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
sábado, 2 de agosto de 2014
Quem da solidão fez seu bem
Vai terminar seu refém
E a vida pára também
Não vai nem vem
Vira uma certa paz
Que não faz nem desfaz
Tornando as coisas banais
E o ser humano incapaz de prosseguir
Sem ter pra onde ir
Infelizmente eu nada fiz
Não fui feliz nem infeliz
Eu fui somente um aprendiz
Daquilo que eu não quis
Aprendiz de morrer
Mas pra aprender a morrer
Foi necessário viver
E eu vivi
Mas nunca descobri
Se essa vida existe
Ou essa gente é que insiste
Em dizer que é triste ou que é feliz
Vendo a vida passar
E essa vida é uma atriz
Que corta o bem na raiz
E faz do mal cicatriz
Vai ver até que essa vida é morte
E a morte é
A vida que se quer
Baden Powell-Refém da solidão
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Coragem, o cão covarde
Coragem não se relaciona somente ao ato de "não temer", o homem corajoso não é aquele que não teme, pois aquele que não teme, não é ciente do temível, não praticando, assim, nenhum ato corajoso.
O homem corajoso é aquele que tem plena ciência de seus medos e consegue estar motivado a vencê-los.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
maracanã 2014
Estranho o teu Cristo, Rio
Que olha tão longe, além
Com os braços sempre abertos
Mas sem proteger ninguém
Eu vou dar o meu desprezo
Pra você que me ensinou
Que a tristeza é uma maneira
Da gente se salvar depois
Que olha tão longe, além
Com os braços sempre abertos
Mas sem proteger ninguém
Eu vou dar o meu desprezo
Pra você que me ensinou
Que a tristeza é uma maneira
Da gente se salvar depois
Eu vou forrar as paredes
Do meu quarto de miséria
Com manchetes de jornal
Pra ver que não é nada sério
Do meu quarto de miséria
Com manchetes de jornal
Pra ver que não é nada sério
São 7 horas da manhã
Vejo Cristo da janela
O sol já apagou sua luz
E o povo lá embaixo espera
Nas filas dos pontos de ônibus
Procurando aonde ir
São todos seus cicerones
Correm pra não desistir
Dos seus salários de fome
É a esperança que eles tem
Neste filme como extras
Todos querem se dar bem
Vejo Cristo da janela
O sol já apagou sua luz
E o povo lá embaixo espera
Nas filas dos pontos de ônibus
Procurando aonde ir
São todos seus cicerones
Correm pra não desistir
Dos seus salários de fome
É a esperança que eles tem
Neste filme como extras
Todos querem se dar bem
Num trem pras estrelas
Depois dos navios negreiros
Outras correntezas
Depois dos navios negreiros
Outras correntezas
"desde quando poluição é progresso?
desde quando progresso é melhor?
acho melhor começar tudo de novo do que acabar pela primeira vez
desde quando ordem e progresso nos levarão a algum lugar?
nem tudo que brilha é ouro... nem todo ouro pode nós salvar
O que se pensa não é o que se faz e o que se faz só faz sentido se vivermos em paz"
quinta-feira, 20 de março de 2014
Saturno atrás da Lua
Hoje, 20/03/14, às 22h30 saturno se alinhou com a Lua!
Aquela estrela que fica próxima da Lua, na verdade, não é um estrela, mas, um planeta, Saturno!
Isso deve
A cada dois anos, Saturno se alinha com a Terra e a Lua, ficando escondido!Isso deve ter sido inspiração para um monte de lendas sobre sexo entre os deuses rs
Olha que lindo!
Essas são as imagens, em tempo real, do app google sky maps.
Essa é a imagem, no céu de SP:
Como diferenciar estrelas de planetas a olho nú:
Estrelas têm o brilho pulsante,
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segunda-feira, 17 de março de 2014
sexta-feira, 7 de março de 2014
Diógenes, Alexandre e o Sol
Diógenes o cínico, de Sínope, pupilo de Sócrates, foi um grande sábio que
escolheu viver como mendigo nas ruas de Atenas, morava em um barril e desprezava
o apego material e a hipocrisia da sociedade. Teve como objetivo de vida desbancar as
instituições e valores sociais do que ele via como uma sociedade corrupta.
Andava
aos trapos, rodeado de cachorros e a única coisa que tinha era uma lamparina
que carregava acesa pelas ruas procurarando, pelo menos, um homem de verdade, um que vivesse por si mesmo, que não fosse apenas membro
de um rebanho.
*Quantos de nós seríamos reconhecidos como homens de verdade, Heim?
Diógenes quando questionado sobre sua naturalidade, se havia ou não nascido em Atenas, respondia simplesmente que era “uma criatura natural do cosmos, e não de uma cidade nem de um estado”. Por desprezar praticamente tudo o que considerava mundano, fazia da pobreza extrema uma virtude.
Sendo ele conhecido, também, como o cão, pela forma como vivia, Diógenes acreditava que os humanos
viviam artificialmente de maneira hipócrita e poderiam ter proveito ao estudar
o cão. Este animal é capaz de realizar as suas funções corporais naturais em
público sem constrangimento, comerá qualquer coisa, e não fará estardalhaço
sobre em que lugar dormir. Os cães, como qualquer animal, vivem o presente sem
ansiedade e não possuem as pretensões da filosofia abstrata. Somando-se ainda a
estas virtudes, estes animais aprendem instintivamente quem é amigo e quem é
inimigo. Diferentemente dos humanos, que enganam e são enganados uns pelos
outros, os cães reagem com honestidade frente à verdade.
Diógenes sempre
buscou a autossuficiência: uma vida que fosse natural e não dependesse das
luxúrias da civilização. Foi o exemplo vivo que perpetuou
a indiferença cínica perante os valores da sociedade da qual fazia parte e desprezava
a opinião pública.
Com uma vida totalmente contrária à de Diógenes, Alexandre III da
Macedônia, dito o grande ou Magno, foi um príncipe e rei da Macedônia. O mais célebre conquistador do mundo antigo. A sua carreira é sobejamente conhecida: conquistou um império que
era o maior e mais rico que já tinha existido.
Após triunfar sobre os gregos e entrar em Atenas como conquistador, ali
soube da existência daquele considerado um verdadeiro sábio pelos atenienses, o
mais sábio dentre os homens: Diógenes de Sínope.
Escutou que Diógenes morava num barril, nas proximidades de um porto, diziam. Alexandre, sabendo da enigmática busca empreendida por aquele estranho sábio, apressou-se em procurá-lo. Encontrando Diógenes sentado no chão ao lado de seu barril, tomando sol, o imperador, extasiado, apressou-se em lhe dizer: “Sou Alexandre, aquele que conquistou todas as terras. Peça-me o que quiser que eu lhe darei. Palácios, terras, honrarias, escravos ou tesouros jamais vistos. O que você quer, ó Sábio?”. Diógenes, levantou os olhos e respondeu: “Senhor, apenas não tire de mim o que não pode me dar”.
Percebendo
que se posicionara entre Diógenes e o sol, Alexandre, perplexo ante a
profundidade do que havia escutado, se retirou daquele lugar, deixando também a
Capital grega, para nunca mais voltar.
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